Nassif,
Leia o texto do delegado da polícia civil do Rio, Alexandre Neto, sobre os grampos. Muito bom e esclarecedor. Merece ser divulgado. Abaixo o link. Clique aqui.
"GRAMPOS E APERITIVOS FEDERAIS
Um escândalo envolvendo a ABIN e a PF já era esperado, afinal os investigados pela Operação Satiagraha (ou Soltaeagarra, para os bem-humorados) – tidos como “figuras acima de qualquer suspeita” – não iriam deixar barato a exposição pública e a “espetacularização” das prisões levadas a efeito em prol da moralidade e do legítimo interesse público, que visam a combater a espoliação do erário nacional.
Qualquer órgão de inteligência que se preze não quer ver a sua reputação destruída, por mais sujo que seja o “serviço” que lhe tenha sido incumbido. A bomba do Riocentro, num 1º de Maio de 1981, é a prova disso. O protagonista sobrevivente passa bem e foi até promovido. Os demais, ninguém sabe e nem procurou saber. O caso está encerrado e prescrito. Mas ainda que houvesse divergências internas em tal órgão de inteligência da Presidência da República, custa crer que seus integrantes se mostrassem tão autofágicos, a ponto colocar em jogo a credibilidade e a existência do próprio ganha-pão.
A quem interessaria esse descrédito? A quem interessaria essa pretensa desmoralização institucional? A quem interessaria esse conflito entre poderes, que devem funcionar independentes e harmônicos entre si ?
A nossa “arapongagem” estatal pode até ser incipiente e subdesenvolvida, mas não é burra. Pode-se até dizer também que a “arapongagem” privada, representada por empresas estrangeiras que funcionam livremente em nosso País como verdadeiras longamanus de órgãos de inteligência de países desenvolvidos, representam muito maior perigo à nossa ordem legal e institucional existentes. Fatos recentes, envolvendo as chamadas “figuras acima de qualquer suspeita” e o dinheiro das privatizações das teles, já deixaram transparecer o pesado jogo sujo que envolve a disputa pelo dinheiro público. Um insignificante – e até então ilustre desconhecido - transformou-se em milionário da noite para o dia, tudo sob as bênçãos dos poderes constituídos. Ninguém futucou para saber de onde brotou significativa e repentina riqueza.
A quem interessa as informações privilegiadas que norteiam essas disputas? Quem delas se beneficia? Quem pode pagar para obtê-las, custe o quê custar?
As escutas autorizadas pela justiça, procedidas pela PF no bojo da Operação Satiagraha, nos ofereceu um dado interessante e, ao mesmo tempo, alarmante: numa das conversas interceptadas, uma das “figuras acima de qualquer suspeita” se mostra não estar preocupada com a ação da justiça no âmbito do Supremo Tribunal Federal, mas apenas receosa com relação aos juízes de primeiro grau. Para tal “figura”, a Corte Maior não representava perigo, pois já estaria anestesiada e não implicaria em maiores preocupações.
Assim, a Operação Satiagraha teve o seu desfecho. O suborno a uma autoridade policial federal restou materializada, ao vivo e em cores. Deslindava-se uma trama odiosa envolvendo “figurinhas carimbadas” dos mais recentes escândalos financeiros da nação. Mas, apesar do alto poder de influenciar e coagir testemunhas, apesar da inegável capacidade financeira de interferir na obtenção de novas provas e até mesmo corromper autoridades, com grave comprometimento da garantia da ordem pública e latente vulneração à aplicação da lei penal, tais “figurinhas carimbadas” foram postas em liberdade, com a garantia sumular, da mais alta Corte, de que jamais seriam algemados.
O cenário já estava preparado. Faltava apenas o grand finale: a “reportagem” de capa da revista VEJA, de 03 de setembro de 2008, sob o título “PODER PARALELO” - que mais parece um Disque-Denúncia, ou “DD” no jargão policialesco – dá conta de duas iniciais que, coincidentemente, já apontam os indícios de sua provável autoria. Uma das “figurinhas carimbadas”, certo da impunidade, se adiantou em servir um “aperitivo” para comemorar a liberdade e lembrar que o estoque de drinks ainda pode ser bem maior e mais variado. Vai depender do freguês, ou da refinada clientela. Uma coisa é certa: pra bom degustador, meia dose basta!
Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2008.
Alexandre Neto"
'Congelei tecido dos meus ovários aos 17 anos por causa de um câncer.
Agora, aos 44, sou mãe'
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As amostras de tecido ovariano retiradas de Kassandra Bacon foram
reimplantadas com sucesso 23 anos depois, permitindo que ela desse à luz
seu filho aos 44...
Há 2 horas
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